Elder Sign - resenha

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Elder Sign - resenha

Mensagem por tiagovip em Qua Jun 17, 2015 12:23 pm

DAS GENERALIDADES

Elder Sign é um jogo com a temática de horror cósmico fundamentado - com certa liberdade de interpretação - nos escritos de H. P. Lovecraft e outros escritos contemporâneos que ampliaram o que veio a ser conhecido como Mythos.



(Cortesia de W Eric Martin)

O jogo tem duração média de 90 minutos, mas pode variar em qualquer coisa entre 45 minutos a pouco mais de 2 horas; e numa mesma partida pode acomodar até 8 jogadores (ainda que o recomendado, tal qual como em seu irmão mais velho - o Arkham Horror -, é que não supere os 5 jogadores, ou o tempo de espera entre as jogadas de cada um pode se estender além do razoável).


DO CENÁRIO

O tem como cenário principal o Museu de Arkham e suas cercanias. Assim, serão esses espaços, bem como as alas, corredores e diversas salas do Museu que as investigações ocorrerão.


DO TURNO

Cada participante sorteia um investigador e será através dele (e das habilidades dele) que o jogador irá interagir com os elementos do jogo. Da mesma maneira é sorteado um Grande Antigo, que será a criatura cujos servos e cultistas desejam trazer ao nosso mundo.

Em seguida ajusta-se o relógio da partida para a meia-noite e sorteia-se 6 missões que serão os desafios iniciais dos jogadores. O jogo pode então começar, após ser decidido qual será o primeiro investigador a iniciar a partida.

No turno do investigador o mesmo pode:
- Seguir para uma Missão e tentar cumpri-la (o que pode incluir combater um inimigo);
- Ficar na entrada do Museu para se recuperar (ganhando Vigor ou Sanidade), tentar ganhar itens (rolando um dado e comparando o resultado à uma tabela) ou trocando troféus por itens, pistas ou mesmo o precioso Símbolo Ancião.

São basicamente essas as opções e, ao final do turno, o relógio do jogo avança 3 horas (na verdade são 6 horas, pois ao final de 4 turnos dos investigadores, um dia inteiro terá se passado). Cada vez que o relógio bate meia-noite, uma carta de Mythos é revelada e seus efeitos entram em jogo.



(Cortesia de The_Thorpe)

É, portanto, uma corrida contra o tempo!


DAS MISSÕES

Abaixo há uma figura de algumas missões:





(Cortesia de binraix)

Pegando a primeira delas, ela contém vários elementos. Vamos um por um, do topo até embaixo:
- Começa com uma imagem evocativa ao nome da carta;

- Em seguida tem o nome da Missão ("The Gift Shop" - A Loja de Presentes) ao lado do valor numérico de quantos pontos de troféu esta missão específica vale (no caso, 1 ponto);

- Abaixo um texto para contextualizar a Missão;

- Abaixo estão as 2 Aventuras necessárias para completar a Missão. Note que, ao lado, existe o símbolo de uma flecha - isso significa que a missão deve ser cumprida em ordem. A primeira missão exige 3 Pistas, a segunda 1 Conhecimento e 3 Pistas;

- Ao final, do lado esquerdo, consta o que ocorre no caso da tentativa de resolver a Missão termine em falha (no caso, o investigador perderia 1 ponto de Sanidade). No lado direito está a recompensa ao investigador no caso de ele resolver a Missão: ele ganha um Item Único (o símbolo da espada indica isso).

Todas as missões têm basicamente os mesmos elementos, diferenciando-se nas penalidades e nas recompensas. Algumas missões têm efeitos especiais (que são de dois tipos: os que ocorrem quando o relógio atinge meia-noite, e os que ocorrem quando um dos dados mostra o símbolo do Horror).
Falando em símbolos, vamos aos dados.


DOS DADOS

Os investigadores terão usualmente à disposição 6 dados verdes e cada um dos dados contêm 4 símbolos:
- A lupa (pistas);
- O pergaminho (conhecimento);
- A caveira (perigos);
- O monstro (horror).



(Cortesia de The_Thorpe)

Há ainda dois outros dados, um amarelo e um vermelho. A única diferença do dado amarelo é que ele tem mais pistas que os verdes; enquanto o dado vermelho, além de ter mais pistas, tem um símbolo extra: o Investigador (coringa), que serve como qualquer outro símbolo que se queira.

O dado amarelo e/ou o vermelho são usados em situações especiais, normalmente quando os investigadores usam um item (se for um item comum, o dado usualmente será amarelo, se for um item único, o dado será vermelho).


DOS OBJETIVOS

Os investigadores têm que resolver Missões para coletar os Símbolos Anciãos. Quando um número específico (que consta na ficha do Grande Antigo) é alcançado, o jogo termina imediatamente com a vitória dos investigadores.

Caso o Grande Antigo desperte antes do número de Símbolos Anciãos ser alcançado, inicia-se a batalha final. É possível que os investigadores derrotem a criatura e, desta forma, também vencem o jogo.

Se o Grande Antigo despertar e vencer os investigadores na batalha, todos os jogadores perdem.


DOS COMPONENTES

Bem, é um jogo da Fantasy Flight, e isso significa qualidade. Existe bastante arte reaproveitada de jogos mais antigos (do Arkham Horror, em particular, mas pode ser que tenha algo do Mansion of Madness, mesmo assim há arte nova, e bastante bonita, feita por Dallas Mehlhoff.



(Cortesia do Ckirkman)


DAS OPINIÕES

O Elder Sign foi chamado de Arkham Horror-lite, ou seja, contendo elementos do AH, mas num jogo mais manejável, de menor duração, com menos regras. E, bem, nestes pontos é tudo verdade.

É também verdade que o Elder Sign não é um Arkham Horror no que tange ao fator de cooperação entre os jogadores e nem, e isto é o mais importante, na temática.

O Arkham Horror fundamenta-se em tema, enquanto o Elder Sign tem tema, mas não o reforça: há pequeninos textos nas cartas de missão e algo mais nos tokens dos monstros, e só. Não há histórico nas fichas dos investigadores, nem textos de encontros. Considerando que todo os textos estão em inglês, isso torna o Elder Sign mais acessível àqueles que desconhecem tal língua, o que é bom, mas para quem é um fã do AH, sente-se a falta de mais ambientação.

O fator de cooperação também é bastante reduzido: fica-se no sentido de que todos os jogadores têm o mesmo objetivo, mas não necessariamente se ajudam tanto - é possível prestar assistência na resolução das Missões, mas fica nisso.

O principal porém do jogo fica em seu desafio: o jogo é fácil, muito fácil de ser batido. Um significativo erro no que tange a jogos cooperativos - sim, ser difícil demais pode ser tão ruim quanto, ou pior, mas eu, particularmente, prefiro mais difícil do que fácil. Uma mudança simples que eu sugiro é: fazer o "dia" de 4 turnos ser reduzido para três, ou seja, a cada três turnos de jogadores, ocorre uma fase de Mythos.

Isso são defeitos? Não necessariamente. São mais resmungos de quem quer algo do nível do AH em todos os jogos que tenham o tema dos Mythos.

O Elder Sign é, então, um jogo ágil, com certo espaço para cooperação. Pode-se chamá-lo, também, de um jogo de dados, porém eu o vejo mais como um jogo de administração de recurso: os dados lhe fornecem recursos e o jogador deve utilizá-los na melhor maneira possível.

A rejogabilidade é alta: somando-se os diferentes Grande Antigos, os vários investigadores, as cartas de Mythos e as cartas de Missões, os jogos não serão iguais.

E há amplo espaço para expansões, algo que que já ocorreu.

Ou seja, para quem gosta do AH, mas ou não quer se comprometer com um jogo tão massivo, o Elder Sign é uma boa pedida.

Agora, se o tema não lhe atrai, é bem possível que haja outros jogos que mereçam mais o seu investimento.

Abs,


Última edição por tiagovip em Qua Jun 17, 2015 5:33 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Elder Sign - resenha

Mensagem por tiagovip em Qua Jun 17, 2015 12:25 pm


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Re: Elder Sign - resenha

Mensagem por Trentini em Qua Jun 17, 2015 2:46 pm

bacana o review

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Re: Elder Sign - resenha

Mensagem por doizinho em Qua Jun 17, 2015 3:02 pm

Eu também achei muito bom...

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Re: Elder Sign - resenha

Mensagem por Binderman em Sex Jun 19, 2015 8:40 am

Show como sempre. Quando teremos resenhas das expansões?

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Re: Elder Sign - resenha

Mensagem por tiagovip em Sex Jun 19, 2015 9:52 am

Binderman escreveu:Show como sempre. Quando teremos resenhas das expansões?

Bem, só joguei com 1 delas. A outra está em mãos ímpias.

Mas, como no caso de muitas expansões, eu tenho problema em comentar muito sobre elas. Por exemplo, no caso da Unseen Forces, eu consigo ver o efeito dela no jogo, com seus mythos, maldição e bênção, e os novos espaços na entrada do Museu. Mas não sei quais itens vieram, quais aventuras, etc, pois simplesmente misturei tudo logo de cara. Então sinto que uma análise acabaria muito limitada.

Abs,

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Re: Elder Sign - resenha

Mensagem por Binderman em Sex Jun 19, 2015 11:33 am

tiagovip escreveu: A outra está em mãos ímpias.

Não, você está errado. Ela está comigo. Very Happy

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