War Cards - resenha

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Mensagem por tiagovip em Sex Set 27, 2013 1:19 pm

"Vou atacar Dudinka a partir de Moscou."

War fé integrante da criação lúdica de uma multidão de jogadores. O problema é que parte desses cresceu para odiar tudo que envolve um tabuleiro e treme só de ouvir um convite para um jogo. Mesmo assim, no mercado de jogos não é preciso ser bom para vender bastante. Ou seja, o War continua sendo uma das principais potências do universo dos jogos de tabuleiro e é capaz de gerar filhotes. O War Cards é um destes.

WAR CARDS - O JOGO

War Cards - resenha Pic759629_md

(Cortesia de Carlos Couto)


É bom avisar que esta resenha tem como base uma única partida do jogo. Há quem não se importe com isso, há quem se importe, portanto estejam avisados.

O jogo parte do mesmo princípio do War: há objetivos a serem cumpridos que envolvem a dominação total de determinados continentes (e um objetivo diferente, que é o de ter 19 países quaisquer sobre controle).

War Cards - resenha Pic759626_md

(Cortesia de Carlos Couto)


Não há, porém, os objetivos de eliminar outros exércitos do mapa. Isso porque não há exércitos (e nem um mapa). Os jogadores, portanto, não são representados pelas cores de seus exércitos. Os objetivos são de dominação, nunca de eliminação, o que não impede um jogador de ser, tecnicamente, eliminado.

Um jogador que fique sem países ainda é eliminado do jogo, pois precisa atacar a partir de um outro país. Como isso me parece uma besteira sem tamanho, eu sugiro o uso de uma variante - a do mercenário. Um líder sem países vira um mercenário e continuaria, neste caso, recebendo o mínimo de 3 cartas de dados e, com elas, pode conseguir conquistar países - uma missão improvável de voltar a ser um fator na partida, mas não é impossível - a partir do último país que lhe foi tomado, sendo que o ataque tem que ser neste país e somente quando este país for retomado, é que o jogador pode atacar quaisquer outros locais permitidos. Fica aí a sugestão.

O jogo é para 3 a 4 participantes.

O COMBATE

É no combate que ocorreram as principais alterações, isso porque não há dados. Os combates ocorrem da seguinte forma:

- O atacante escolhe uma das cartas que tem na mão e a deposita, com a face para baixo, na mesa;

- O defensor pode ou escolher uma das cartas que tem na mão e depositar na mesa, de face para baixo, ou separar a primeira carta do topo da pilha de compra, deixando-a de face para baixo;

War Cards - resenha Pic759623_md

(Cortesia de Carlos Couto)


- Ambas as cartas são reveladas ao mesmo tempo e os resultados comparados: os dados amarelos servem para defesa e os vermelhos para ataque. Empates contam para a defesa. Ganha o combate aquele que vencer em dois dados;

- Se a defesa vencer, nada ocorre. Se o ataque vencer, o mesmo recebe a carta que representa o país que atacou;

- O atacante pode atacar quantas vezes quiser enquanto tiver cartas para atacar.

Existem cartas especiais que têm funções diversas: ocasionar a vitória automática do ataque, vitória automática da defesa, permitir que sejam usadas duas cartas da pilha de compras durante a defesa, impedir o ataque de um jogador específico, e assim em diante.

War Cards - resenha Pic759698_md

(Cortesia de Carlos Couto)


Essas cartas especiais são adquiridas quando um jogador consegue conquistar ao menos 1 país em seu turno, e também são dadas caso o jogador controle na totalidade um continente (1 carta para a Oceania, 2 para a América do Norte, 3 para a Ásia, etc).

War Cards - resenha Pic759624_md

(Cortesia de Carlos Couto)


O PÓS-GUERRA

War Cards é um jogo superior ao War. Disso não tenho dúvida. Permite realizar uma estratégia mais sólida sem perder jogabilidade. É também mais portátil e barato.

No entanto, não é sem problemas: o jogo continua podendo durar além do que deve. O tempo de jogo estimado, de 45 minutos, não me parece em nada correto. Em três jogadores, a partida que realizamos durou 2 horas e poderia ter ido mais longe. Como a única variação efetiva no jogo é o de quantos países são controlados, o jogo cai naquela de "mais do mesmo" e realmente deveria durar entre 30 a 45 minutos. Duas horas brigando por países e perdendo países é demais.

Além disso, as ações de "dois contra um" permanecem, e se servem para equilibrar o jogo e impedir a fuga de um líder, também ocasiona a possibilidade de um participante ser "limpo" de países.

Há jogos melhores no mercado, mesmo no mercado nacional (ColorettoOuro de Tolo, etc), mas se a opção for War ou War Cards, a escolha para mim é óbvia.

Abs,

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