Sessão 4 - 01/10/2013 - A Primeira Missão (Parte 3)

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Mensagem por doizinho em Qua Out 02, 2013 5:32 pm

Ontem, na casa do Galas e da Gi, rolou mais uma sessão da nossa campanha na WW2. Eis o que aconteceu na longa sessão.

Os personagens:
Anrie Rambô (Bruno), Jean Pierre Manzzonni (Rafael), Bucheron Bois-Decouper (Galas) e Adrielle Boucher/Chantal Duvier (Gi).

Os aliados:
Marc Sauriol, Thomas Sauriol e Holly Sauriol Beauchene.

Na sessão passada o grupo, ainda na fazenda de John, entrou em confronto com 2 equipes de reconhecimento alemãs, a campanha segue deste ponto.

Após os confrontos com os alemães terem cessado o grupo decide que devem sair o mais rápido possível daquele local, antes que mais forças inimigas cheguem. Adrielle segue para o sótão para interrogar as duas senhoras apavoradas, afim de conseguir algum esclarecimento. Lá ela descobre que John, o dono da fazenda, é uma espécie de líder local e que deve estar voltando logo, uma vez que a sirene de alerta, pela qual ele é responsável, silenciou-se. Nos andares abaixo o restante do grupo se divide, o professor Manzzonni e Rambô reúnem toda a carga novamente, recolhem o paraquedas para que o mesmo não chame tanta atenção e testam dois rudimentares comunicadores de curto alcance que estavam de posse dos alemães mortos, já Bucheron segue para o estábulo afim de selar e preparar um cavalo.

Depois de todas as tarefas executadas o grupo se reúne em torno da carga e decide que Bucheron deve ir à cidade em busca de alguma ajuda enquanto que o resto ficaria esperando seu retorno. Ele toma o cavalo e segue até o centro do vilarejo de Saint-Martin-du-Tetre.

Logo na chegada Bucheron avista um grupo de moradores saindo cautelosamente de uma pequena rua, espremida entre a igreja e um açougue. Ali estavam John, o padre e mais alguns homens da cidade. Bucheron para, desmonta do cavalo e segue em direção ao grupo. John se posiciona a frente do grupo, ele mal espera o desconhecido terminar o seu cumprimento e já saca a sua enorme pistola. - O que você está fazendo com o meu cavalo? - ele pergunta. Bucheron fica surpreso e tenta achar alguma resposta coerente, sem encontrar nenhuma. John repete a pergunta, mas agora com ainda mais veemência - O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O MEU CAVALO? Desnorteado, Bucheron tenta sacar sua arma e numa resposta imediata John dispara. Bucheron grita de dor e cai no chão olhando para a sua bota com um furo na ponta e toda encharcada de sangue. Os outros homens o amarram e o levam para os fundos do açougue. Lá dentro, John chega ainda mais ameaçador para começar um interrogatório. Ele fala alto e rapidamente, a estratégia é extrair informações custe o que custar. No entanto o seu método não surte muito efeito e tudo o que ele consegue são algumas respostas confusas sobre alemães na sua fazenda. Vendo que as coisas não evoluíam com o uso da força o padre toma o lugar de John e adota uma abordagem diferente, ele tenta acalmar o prisioneiro conversando tranquilamente em um tom moderado. Neste momento, já um pouco menos nervoso, Bucheron revela que ele e seus amigos fazem parte da Resistência Francesa. Todos se entreolham e começam a cochichar entre si, após alguns instantes as feições mudam. John guarda sua arma e dá algumas ordens aos homens próximos que imediatamente começam a desamarrar o prisioneiro, o padre sai correndo e rapidamente volta com duas moças que começam a tirar a bota e tratar do ferimento no pé de Bucheron. John, ainda tentando se acalmar, tenta entender a situação. Bucheron explica sobre a missão que recebera e conta tudo o que ocorreu na fazenda. John, que é um simpatizante do movimento, escuta tudo atentamente e acaba por compreender toda a série de mal entendidos e confusões que ocorreram nas últimas horas. Os moradores locais, também pró resistência, se comprometem a ajudar e definem um plano em conjunto com Bucheron: os maquis irão tentar “arrumar” um caminhão nos arredores do aeroporto de Persan, que está semi abandonado e mal guardado pelos alemães, enquanto que os homens da região tentarão eliminar qualquer vestígio de confronto na fazenda de John.

Enquanto toda a ação se desenrolava no centro do vilarejo o restante do grupo reorganizava os mantimentos e aprendiam a lidar com os rádios de curto alcance (walki talkies) que eles encontraram entre os destroços dos carros e também com um dos mortos. Rambô ainda se entendia com os binóculos, também recém encontrados, quando ele avista pelas lentes do aparelho vários carros vindo em direção à fazenda. Olhando com mais atenção ele vê Bucheron e John conversando na caminhonete que liderava os outros veículos. Todos entram na propriedade e estacionam em frente a casa ocupando toda entrada principal da propriedade. Alguns homens começam a estudar os veículos avariados e discutem alguma coisa, John entra em casa para procurar a sua esposa, e Bucheron vem mancando em direção ao grupo.

Todos agora esperam ansiosamente pelo amigo ferido. Ao chegar, Bucheron revela que está bem, apesar de estar mancando, ele explica a todos os acontecimentos do vilarejo e entrega a Jean um mapa cartográfico da região e a chave de uma velha caminhonete, que foi emprestada pelos moradores locais. Bucheron fala do aeroporto semi abandonado e que lá, possivelmente, estará o caminhão que eles tanto precisam. Rapidamente eles traçam um rota, a que consideram segura até o aeroporto, se armam e partem, deixando pra trás John e seus amigos limpando a sua sujeira.

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Mais um carro emprestado.

O aeroporto está relativamente perto, a cerca de 20km da fazenda. A primeira parte da rota escolhida segue por uma estrada rural, quase deserta, que em um determinado momento corta um grande trecho de mata nativa. Eles seguem o caminho planejado e após alguns minutos de carro eles entendem que chegaram no ponto onde devem abandonar o carro e seguir a pé. Jean estaciona o carro e o grupo se prepara para a segunda jornada do plana. A mata a frente deles não é muito densa, mas oferece uma boa proteção e camuflagem, Bucheron lidera o grupo e vai abrindo caminho com seu facão. Após 30 minutos de caminhada o grupo avista a ponta de uma torre no meio da mata. Todos ficam confusos pois aquela certamente não era a torre do aeroporto, o mapa não indicava a presença de nada ali e ninguém da cidade mencionou a existência dela. O grupo decide por enviar batedores e Rambô, Holly e Marc são escalados para a tarefa. Os três seguem cautelosamente levando um comunicador, armamento e o par de binóculos. Após uma centena de metros eles chegam à borda de uma clareira aberta na mata, com uma grande torre de ferro no centro e uma pequena casa de madeira ao lado. Rambô com o auxílio dos binóculos vê um homem, aparentemente alemão, todo desarrumado, fumando do lado de fora da casa. Eles informam o grupo pelo rádio sobre a descoberta e todos decidem se aproximar para discutir o que fazer. Com todos reunidos novamente o grupo decide por invadir o local, mas não antes de escurecer, então enquanto esperam pela proteção das sombras eles se mantiveram atentos para as movimentações na cabana.

Com a chegada da noite Jean, Rambô e Bucheron decidem assaltar a cabana, eles se aproximam abaixados e se posicionam debaixo das 2 janelas e ao lado da porta. Rambô e Jean dão uma rápida espiada pelas janelas e encontram 2 alemães, desarmados, com grande fones monitorando transmissões de rádio, ao lado deles suas armas, comida e uma estranha máquina de escrever com luzes piscando num painel frontal. A dupla se comunica por códigos, marca seus alvos e ao comando de Manzzonni dois disparos são efetuados. Os alvos caem feridos no chão ao mesmo tempo que Bucheron arromba a porta e tenta render os inimigos. Os alemães ainda tentam alcançar suas armas sobre a mesa, quando são novamente alvejados pelos franceses. Após a rápida troca de tiros o silêncio se renova e o restante do grupo finalmente se aproxima.

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A máquina Enigma.

O grupo decide vasculhar por informações úteis e depois desabilitar a estação de recepção de rádio. Rambô escala a torre até conseguir chegar à sua seção central, dali ele olha ao redor a procura de algum sinal de perigo, e pra sorte do grupo tudo o que ele vê é a mata fechada e o aeroporto ao fundo. Dentro da cabana o resto do grupo revira a papelada tentando achar algo relevante, mas encontram apenas anotações truncadas e sem valor. Sem se deixar abater Adrielle decide revistar os soldados mortos e encontra, no bolso de um dos homens, uma pequena agenda de couro com uma suástica na frente. Ela abre o pequeno bloco de anotações e descobre que é um diário com informações confidenciais sobre as movimentações de Hitler, seu estado maior e seus principais auxiliares. Na entrada mais recente, feita na noite anterior, ela lê o seguinte: “Himmler, chegará em 3 semanas. Ele deverá se hospedar com o Gen. Julius Ritter. Organizem tudo.”, Adrielle anota o que pode e devolve a caderneta ao morto. Na torre Rambô consegue cortar os fios e se apressa para descer, já que o grupo agora se prepara para detonar algumas granadas no local. Quando ele chega à porta da cabana os corpos já estão novamente nas cadeiras e tudo preparado para a detonação. Rambô é o escolhido para executar a tarefa enquanto que o restante do grupo irá se adiantar para garantir uma rota de fuga. Após esperar alguns minutos rambô lança as duas granadas nos colos dos mortos e corre, no caminho ele ouve as 2 explosões quase que simultaneamente, ele continua correndo na escuridão até que o silêncio retorna, tudo o que lhe resta agora é correr até seus companheiros no ponto de encontro


Essa sessão foi longa e bem mais investigativa que as anteriores. Achei que o grupo se saiu bem e me parece que eles estão gostando da trama. Sei que o Rafael curtiu ter encontrado uma estação “clandestina” de rádio com uma máquina Enigma. Em toda repartição do Reich na Alemanha tinha uma, mas fora do território alemão era outra história.

A sessão ainda teve mais um pouco de ação, mas ela fica melhor com o relato da próxima sessão.

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Mensagem por Rafaelfo em Qui Out 03, 2013 7:52 pm

Em breves palavras só tenho a dizer que a campanha está passando por diversas situações inusitadas e bem bacanas de encontrar em um cenário desses!

Em breves palavras o Jean Pierre só tem a dizer que, se dependesse de alguns dos integrantes da resistência, a França já seria neste momento da campanha um enorme buraco de granada cheio de nazistas e franceses de pouca sorte.

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