Sessão 2 - 03/09/2013 - A Primeira Missão

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Mensagem por doizinho em Qua Set 04, 2013 3:28 pm

Ontem, na casa do Galas e da Gi, tivemos a nossa primeira sessão longa de jogo, e a segunda no geral. Jogamos sem o Bruno que teve que trabalhar e sem o Pedro que parece ter desistido temporariamente.

Os personagens:
Anrie Rambô (Bruno), Jean Pierre Manzzonni (Rafael), Bucheron Bois-Decouper (Galas) e Adrielle Boucher/Chantal Duvier (Gi).

Os aliados:
Marc e Thomas Sauriol, irmãos, órfãos e padeiros. Se "alistaram" na Resistência por não terem muitas opções, e por serem "incentivados" pelo primo.

Holly Sauriol Beauchene, primo dos dois primeiros e estudante. Holly com sua personalidade forte e com seu jeito explosivo nunca aceitou a invasão alemã e entrou na resistência para tentar expulsar os chucrutes do seu país.

Após a poeira baixar, o que se via no celeiro era uma mistura de medo, caos e morte. Bucheron e Holly estavam do lado de fora examinando rastros e o que restou dos soldados alemães em busca de alguma coisa ou informação que fosse útil, enquanto que dentro do celeiro uma situação tensa se formava. A pergunta que martelava a cabeça de cada um era a mesma, quem armou essa emboscada? A desconfiança era comum a todos, e qualquer um ali era suspeito. O grupo de novatos, em maior número, tomou a iniciatica e através da força dominaram os dois senhores. Logo um interrogatório se iniciava. Decouper usava sua agressividade para intimidar a dupla, enquanto que o professor Mazzonni tentava extrair alguma informação através do diálogo. No fim todos se descobriram vítimas de uma traição que objetivava eliminar os 2 grandes líderes do movimento em Paris. Após se entenderem com os outros, Pierre e Henry avisaram que precisavam sair rapidamente dali e utilizaram um dos carros dos agressores para deixar o local, mas não sem antes passar um novo contato para o grupo caso eles ainda estivessem dispostos a continuar na luta. O novo contato era Missak Manouchian, um armeno, chefe de uma célula da resistência em Paris, e se quisessem mais informações sobre a missão de resgate de supriementos eles deviam encontrá-lo no dia seguinte próximo à Torre Eiffel.

No dia seguinte, às margens do Rio Sena, todos tomam suas posições e dão cobertura para Adrielle, que espera pelo contato tomando uma bebida quente num café próximo à Torre. No horário marcado, um homem de cabelos negros e nariz grande chega sozinho, para numa esquina próxima ao café, acende um cigarro, se encosta no pequeno muro de proteção e fica contemplando o rio abaixo. Adrielle não tem dúvidas nenhuma de que aquele era o homem que procurava, suas feições e principalmente seu nariz denunciavam sua nacionalidade de longe. Ela se aproxima com um cigarro na mão e pede fogo, o homem tira um isqueiro e educadamente acende o cigarro da desconhecida e exuberante mulher que está ao seu lado. Ele então guarda o isqueiro no bolso, se volta para o rio e continua em silêncio. Adrielle inicia uma conversa - Você ainda toca sua gaita de boca? O homem se vira para ela, a encara de cima a baixo, e responde - Sim, a banda continua tocando. Senha dita e confirmada. Missak se apresenta e começa a conversar com Adrielle. Rapidamente ele despeja informações variadas respondendo a todas as dúvidas dela. Quando ela fala sobre "a missão" de Pierre, ele a entrega uma chave de caminhão e passa todas as informações que não puderam ser transmitidas no dia anterior. Ambos se despedem e Missak vai embora assim como chegou, sozinho, anônimo e comum.

Junto com a chave estavam 2 endereços, um em Paris onde o caminhão que seria o dono daquela chave deveria estar, e um segundo na cidade de Persan, a cerca de 150 km de onde estavam, possivelmente o local onde estaria a sua carga. Todos seguem imediatamente para o primeiro local, um beco sem saída com casas de 2 andares de ambos os lados da rua e chão de paralelepípedos. Ali, várias crianças jogam bola no meio da rua enquanto são observadas por algumas mulheres sentadas em cadeiras nas calçadas, possivelmente suas mães. Todos ali usam roupas simples, com grandes estrelas ameralas de seis pontas, costuradas na frente de seus casacos. No final da rua um caminhão está estacionado. Após alguns instantes de incerteza Jean toma a iniciativa, segue até o caminhão e testa a chave, a porta se abre, ele entra e testa-a na ignição e o motor se inicia. Era o momento de saírem dali.

Após debaterem durante a noite um plano para a missão, o grupo acorda cedo e segue para o mercado municipal mais próximo a procura de caixas de madeira. A ideia principal era criar um mínimo disfarce para o caminhão, fazendo-o passar por um veículo de transporte de legumes. Eles encostam o seu caminhão na entrada principal, ao lado de outros tantos, todos parecidos. Bucheron e Manzzoni conseguem um bom tanto de caixas vazias, alugadas por 3 dias, ao preço de 60,00 francos, mas não sem antes arranjarem uma confusão. Bucheron tentou inicialmente roubar as caixas, sendo descoberto em pleno ato, felizmente Jean apareceu para tentar resolver a situação, o que acabou custando caro para o professor. Eles preparam o caminhão e finalmente seguem em direção ao seu destino. Na saída de Paris eles passam pela barreira de contenção alemã sem problemas e seguem durante a noite. Passadas 3 horas de viagem eles chegam a Persan, uma pequena vila que parece ainda não ter vivido a guerra. Jean, o motorista, encosta o caminhão em frente a um bar, o único local com alguma luz acesa aquela hora da noite.

Dentro do bar estão apenas o seu dono, atrás do balcão, e dois clientes sentados na única mesa do estabelecimento, bebendo vinho. Bucheron, Jean e Holly entram a procura de informações, e são recebidos por olhares desconfiados e um silêncio absoluto. Os três se aproximam do balcão e pedem alguma bebida e comida. O atendente chama sua esposa e pede que ela busque algum vinho e comida nos fundos. O silêncio continua e a situação segue desconfortável. Jean quebra o gelo e começa uma conversa informal sobre a cidade, a guerra e outras amenidades. O homem se mostra ainda desconfiado, mas solicito, e responde as suas perguntas. Depois de conquistar alguma confiança Jean pergunta onde fica a fazenda “Vergers des Horizons”, local onde deviam buscar os suprimentos. Nesse momento um homem robusto e com o rosto enrubecido pelo vinho se vira para eles, bate na mesa e pergunta - O que querem com a minha fazenda? O grupo é surpreendido e rapidamente fala sobre a carga que eles deveriam buscar nesse local. O fazendeiro muito desconfiado diz não saber de nada e discute rispidamente com o trio, ele e seu companheiro já tinham sacado pistolas e as coisas estavam quase fugindo do controle. O professor Jean trata de se desculpar e tenta remediar as coisas. Os dois homens se despedem do comerciante e saem, mas não sem antes ameaçar qualquer um que desejar trazer a guerra pra dentro de sua tranquila fazenda.

Depois da dificuldade no bar local, o trio, apreensivo, consegue um local para ficar, a igreja que ficava do outro lado da rua. Mesmo sendo tarde da noite eles são bem recebidos pelo capelão que os oferece um pouco de comida e camas quentes. Antes de dormir o grupo descobre onde fica a fazenda de John, o homem que encontraram no bar, e preparam um plano para irem até lá logo cedo.

Perto das 6:00, quando o sol raiava e quando o sono já se despedia de todos, Bucheron sente sua cama de ferro ranger e tremer levemente. Isso bastou para despertar o caçador sempre acostumado a acordar cedo. Instantes depois ele ouve claramente o som dos potentes motores de um grande avião (C-47 Dakota) e novamente sua cama estremece levemente. Nesse momento todos os seus companheiros se acordam e prontamente se põe de pé. Todos olham pela janela e veem uma grande caixa que cai suavemente, sustentada por um grande paraquedas branco. No momento que saíam eles ainda foram surpreendidos por mais 2 caças Spitifires que passaram rasgando os céus. O grupo rapidamente subiu no caminhão e seguiu em direção a grande caixa que fora lançada para eles.

Jean conduziu habilmente o caminhão para uma estrada de terra já fora da cidade, estrada essa que margeava a enorme propriedade de John. Dentro das cercas eles viam pastos a perder de vista e uma quantidade incalculável de vacas e bois pastando mansamente. Uns dois minutos de caçada se passaram e o caminhão passou pela entrada da propriedade levantando poeira, neste instante a carga já estava há uns 80 metros do chão. Quando Jean calculou que havia alcançado a caixa, ele, numa manobra ousada, virou seu caminhão para a direita e abriu caminho pela frágil cerca de arame farpado. Agora a única coisa que restava entre eles e o seu objetivo era uma centena de vacas que não se importavam com a buzina incessante do caminhão. Jean manobrou agilmente o caminhão por entre o rebanho e quando se viu impedido de prosseguir parou o caminhão. Neste momento o paraquedas terminava de se assentar sobre uma grande quantidade de vacas, que incomodadas, se debatiam lá em baixo. Todos desceram e se preparavam para recuperar a carga, quando ouvem de repente, um som estridente dos motores de um FW 190, o temível caça alemão. O grupo se dispersou e procurou abrigo entre o gado que pastava ao lado. O piloto reconheceu o paraquedas e viu o caminhão parado, logo desceu, alinhou o bico do seu avião e, voando próximo ao solo, ele desferiu uma rajada de balas de suas mortais metralhadoras. A primeira leva de tiros acertou em cheio os paraquedas e também o caminhão, felizmente todos estavam bem e a salvo, já que haviam se refugiado para longe da linha de tiro. O piloto manobrou novamente seu caça e voltou para uma segunda leva de tiros, mas desta vez uma rajada súbita de vento o desequilibrou e ele acabou tendo que levantar o bico de sua aeronave. A fumaça no motor do caminhão já podia ser vista no céu e o piloto se deu por satisfeito, retomando a caçada aérea aos seus inimigos.

Restou ao grupo, depois de se recompor, examinar se a carga havia sido atingida. Após conseguirem soltar e remover o imenso paraquedas eles descobrem uma grande caixa de madeira intacta. Logo Ducheron improvisa um pé de cabra e abre a caixa, encontrado rações diárias, medicamentos, munição e armamentos leves. Metade da missão havia sido cumprida, bastava agora achar uma maneira de retornar a carga para Paris. A primeira missão havia afinal se mostrado mais dura do que eles realmente esperavam, mas apesar de tudo estavam todos vivos...


A segunda sessão, foi marcada por diálogos e preparações. O Rafael, com o seu personagem "lawfull good" acabou evitando os diversos confrontos criados pelo PJ "chaotic good" do Galas. O grupo tinha duas opções claras, tentar um resgate audacioso ou ir buscar a carga de suprimentos, e eles sabiamente optaram pela segunda opção. Desta vez tivemos muito Role Play e não tanta ação, vou tentar ir variando pra não ficarmos somente na rolação de dados. Espero que os participantes estejam gostando, a estória está evoluindo aos poucos e deve ficar muito mais envolvente em poucas sessões.

E foi isso.

PS: Pedro, quando você quiser começar me avise que arrumo uma maneira de te encaixar na trama.


Última edição por doizinho em Qua Set 04, 2013 5:13 pm, editado 7 vez(es)

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Mensagem por Gisele em Qua Set 04, 2013 3:56 pm

Eu gostei, Fabiano.

A narrativa foi legal e sempre manteve um clima tenso de "podemos morrer a qualquer segundo".

Tá bacana!

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Mensagem por Trentini em Qua Set 04, 2013 4:24 pm

Relato bem legal, parabéns, essas sessões de terça devem estar bem divertidas

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Mensagem por libonati em Qua Set 04, 2013 4:48 pm

Porra Fabianão, mandou bem hein... na próxima que tiver um spitfire me avisa para eu levar a cerveja de mesmo nome, uma inglesa deliciosa!!!

Pena que não pude ir

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Mensagem por tiagovip em Qua Set 04, 2013 4:52 pm

Bastante interessante!

Isso me anima em eventualmente voltar a narrar.

Abs,

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Mensagem por Rafaelfo em Qua Set 04, 2013 6:15 pm

É o caos esse Decouper... toda hora querendo tocar o terror em solo francês. Contra alemão ou não.

Tá massa a campanha e, como disse pro Fabiano ontem, eu estava precisando de algo novo além D&D e fantasia medieval! (nada contra D&D e fantasia medieval!)

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Mensagem por doizinho em Qua Set 04, 2013 10:15 pm

Fiquei devendo o nome do filme que assisti no Netflix sobre a resistência em Paris, pois é esse aqui Army of Crime.

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