O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

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O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por tiagovip em Qua Out 22, 2014 10:07 am

Olá, pessoas!

No sábado jogamos (Binder, Cavalli, Sávio, Fabiano e eu) o cenário Garoto dos Olhos Verdes (Green Eyed Boy), o qual mostrou-se bastante diferente do que eu estava acostumado com o jogo. Primeiro porque, nele, há cartas de lealdade: dois jogadores são Inocentes (opostos ao Keeper), um está Maculado (vence junto aos Inocentes, mas tem uns esquemas associados a ele) e outro está Corrompido (basicamente um cylon, um traidor, um falsário, e ganha junto Keeper). Além disso, em alguns momentos do cenário, existem votações entre A e B (põe-se cartas A ou B, mas sem saber os efeitos disso) e de acordo com a qual vencer algo acontece.

********

Quando o carro dos investigadores, que dirigiam debaixo de uma tempestade torrencial, bate em uma árvore caída, todos ficam abalados, porém sem ferimentos sérios. Essa experiência ganha mais drama quando uma criança de olhos verdes, que fala algumas coisas crípticas e repentinamente some, ficando somente uma impressão visual na retina, como o brilho forte de um relâmpago. Os investigadores saem do veículo e encontram uma mansão, a algumas milhas da estrada e ali tanto pode ser um abrigo e um meio de contatar ajuda, quanto a morada da estranha criança. Ali eles entram...





Com a casa sendo grande e não havendo alguma indicação de para onde seguir, os quatro viajantes dividem-se, indo por três caminhos diferentes: a Irmã Mary e o Harvey Walters foram reto, enquanto a Kate Winthrop foi para a esquerda e o Michael McGlen foi para a direita. A Kate chega a uma sala de estar e, procurando pelo local, encontra uma pessoa quase morta dentro do armário para casacos. A pessoa a avisou de um grande perigo que habitava a casa e, então, morreu. Enquanto a Kate estava em choque pela experiência, tudo ficou pior quando o cadáver retornou como um zumbi e a atacou. O Michael, ouvindo os gritos da Kate, correu na direção do barulho, mas o Harvey o interrompeu e disse para deixar o problema com ele - o Harvey não gostou mas aceitou e, junto da Irmã Mary, continuou seu exame pelo longo corredor da direta. O Harvey viu a situação e assustou-se, falhando em conjurar um feitiço, o que causou um efeito adverso e a sala pegou fogo. A Kate fugiu dali, indo na direção da cozinha e dos aposentos da ala esquerda da mansão, enquanto um desesperado Harvey teve que lidar com o zumbi, agora em chamas. O Harvey, com dificuldade, superou o problema, e a Kate achou coisas relevantes pela cozinha e cômodos, incluindo uma chave de latão, mas teve de lidar com a aparição de uma bruxa fantasmagórica que surgia para tentar enfeitiçá-la, contudo a determinação da Kate mostrou-se forte o suficiente para resistir aos encantos da mulher.

Do outro lado, o Michael e a Mary uma porta, também trancada, e, pelo momento, ignoraram-na, optando por continuar seguindo pelo longo corredor, o qual, eventualmente, os levou até os fundos da construção, onde ficavam os depósitos e os porões, e ali encontraram uma chave de prata, a qual poderia servir em alguma das trancas que encontraram anteriormente, e alguns escritos confusos falando sobre a história tétrica daquele local. No porão houve confronto, pois um homem enlouquecido, um maníaco, escondido em algum local do porão, atacou o Michael e a bruxa fantasmagórica fez o mesmo com a Mary. Os dois conseguiram escapar dessa armadilha, e a intenção era juntar-se com o Harvey e a Kate, porém descobriu-se que o Harvey estava sob o controle maligno da mansão e agia para auxiliar os poderes escuros dali.

A criança de olhos verdes surgia a desaparecia, e sua influência parecia crescer, pois criaturas vindas de pesadelos surgiram: primeiro uma criatura insetóide, depois uma coisa que monstruosa que lembrava um enorme cão sem pelos. As duas criaturas iniciaram um confronto contra o Michael e a Mary. A Kate vinha em auxílio deles, porém a mansão agiu contra isso, valendo-se de seu poder para tomar controle dela e, com isso, o Harvey viu-se livre de tal influência vil. O problema era que a Kate estava com a chave e outros itens de grande utilidade, e o Harvey encontrava-se bastante fragilizado, enfraquecido pelas provações sofridas.

A luta no corredor foi bastante longa, e o barulho de disparos e gritos, agora que a tempestade cessara, atraíram algumas pessoas da vila abaixo do morro em que a mansão encontrava-se. O grupo veio liderado por Joe Diamond, um homem da lei, e junto dele seguiam outras pessoas, algumas que optaram por permanecer fora da casa, temendo a reputação temível de local. Joe seguiu os ruídos altos de luta e viu que a fumaça do incêndio da sala de estar espalhava-se pela casa e as chamas, ainda contidas pela madeira dura e úmida, ameaçavam, mesmo assim, tomar outros cômodos. O Joe foi interceptado pelo mordomo da casa, todavia este não era um mero servente da casa, revelando-se como um sacerdote de alguma entidade obscura e terrível. Junto do sacerdote havia um zumbi, e ambos atacaram o Joe.

No corredor, a Mary e o Michael conseguiram derrubar a Kate, porém esta mantinha num estado entre a vida e a morte, sustentado assim pelo poder da mansão, então a Kate, mesmo morta, retornava à uma paródia de vida. A Mary não aguentou os ataques da criatura insetóide e foi morta por esta. O Michael, enfurecido por isso, avançou a adiante e deu entrou numa briga ferrenha com o ser insetóide e um zumbi. Mesmo sendo 2 contra 1, a força do Michael era enorme, sua marreta ameaçadora e ele resistia bem, porém, quando a bruxa fantasma, numa encarnação ainda mais poderosa, surgi, as chances dele eram poucas. Estas, no entanto, melhoraram quando o Joe, tendo vencido o sacerdote com a ajuda da Jenny Barnes (uma das pessoas que vieram com o Joe, mas a princípio ficara fora da mansão), chegou para juntar-se à refrega. Só que a criança de olhos verdes apareceu e mostrou seu "bichinho de estimação", o já citado monstro de aparência canina desprovida de pelos.






O Michael não conhecia o Joe, contudo, vendo-o lutar de modo desesperado com aqueles seres de pesadelo, em seu último esforço, ele jogou a chave de prata que tinha encontrado e disse-lhe, aos gritos, que havia algo naquela casa que encerraria toda aquela maldição. Joe queria mesmo é fugir, mas sabia, como que por instinto, que dali não sairia caso não agisse diretamente contra aquele poder maligno. Michel morreu, mas matou a criatura insetóide e o Joe livrou-se daquele mastim do inferno. Ele ainda teve tempo que averiguar rapidamente o corpo da Kate, num momento em que esta ainda estava "morta", e encontrou com ela mais uma chave, a de latão.

O longo corredor estava agora em chamas e passar por ali era difícil. A Jenny o chamava, gritando que deviam fugir, mas o Joe disse que não achava isso seria possível - ele lembrava-se bastante bem de como a porta fechara-se batendo forte, e não havia vento o suficiente para tanto. Novas criaturas surgiam, vindo pelo corredor, incluindo a ressuscitada Kate. Assustados, ambos tentaram entrar por uma porta trancada e ao a encontrarem trancada, freneticamente testaram as duas chaves e a de prata abriu a porta. Ambos entraram num quarto espaçoso, permeado por uma energia vil que tornava até mesmo respirar ali dentro difícil - a Jenny disse que isso era devido ao pó, mas o Joe duvidava que fosse algo tão simples. No quarto, buscando um lugar para sair dali, eles encontraram um armário fechado à chave. Enquanto a Jenny continuava a procurar um modo de sair, o Joe testou a chave de latão e, por sorte, ela serviu. Dentro do armário havia um livro, com estranhas inscrições, artigos diversos e um pé de cabra. Joe pegou o livro e o pé de cabra, pois poderia ter que forçar alguma passagem. Havia somente uma outra saída do quarto, que dava acesso a um corredor escuro e gelado, que parecia ir na direção de estranho laboratório e, dali, um ar frio, que parecia grudar nas paredes, formando uma camada de gelo nelas. Uma sensação de temor inexplicável, supersticioso, os impediu de seguir adiante, e afortunadamente não precisaram, pois havia uma porta lateral, trancada, a qual forçaram e conseguiram entrar num corredor ainda mais poeirento do que o quarto, coberto por teias, como que um espaço esquecido dentro da mansão.

O Joe e a Jenny seguiram por esse corredor e chegaram até uma porta barrada por tábuas pregadas, quase confundindo-se com uma parede na escuridão. Sem opção para voltar, o Joe, com o pé de cabra, retirou rapidamente as tábuas e forçou a porta trancada, dando, afinal, um chute nela. A madeira arrebentou e os dois viram, adiante, um quarto de criança. O garoto de olhos verdes estava ali e, como numa visão do passado, eles viram o que ocorrera ali: os pais da criança vieram, numa noite, ao quarto e em nomes dos poderes negros a que serviam, assassinaram o próprio filho deles. A criança, junto de outros espíritos, passou a assombrar a casa e a criança, junto do culto que ali trabalhava, servia de conduíte para a atrair as criaturas dos espaços escuros de outras dimensões - como a luz de uma lâmpada atrai mosquitos. A Jenny e o Joe aprenderam que, para dar descanso à criança, era preciso encontrar seu crânio, que servia como uma peça central aos rituais profanos realizados naquela mansão.

A presença da criança esvaiu-se e era provavelmente o poder dela que mantinha as criaturas distantes, pois quando ela se foi, os dois ali ouviram o barulho da porta sendo destruída e os uivos e gemidos daquelas abominações, mesmo abafados pelas paredes, podiam ser ouvidos ali no quarto infantil. Só que dali não havia saída e era preciso, basicamente, abrir uma. O Joe começou a trabalhar nisso, e a Jenny fechou a porta, mas com o trinco quebrado, não era possível fechá-la, então ela arrastou um pequeno armário para barrar a porta. Isso não iria durar, pois as batidas faziam a madeira em pedaços, e o barulho dos golpes misturava-se com o dos gritos da Jenny para que o Joe se apressasse. Porém a madeira era forte e o trabalho de tirar tábuas, difícil. Quando ele conseguiu, a Jenny, mesmo assustada além do que achava ser possível, deu um sorriso de alívio. E foi assim que ela morreu.






Os caninos afiados aquela criatura-cão atravessara a madeira da porta e do armário, mordendo e rasgando com uma fúria impossível. Adiante daquela bocarra havia, agora, somente carne macia e ossos. A mordida arrebentou-lhe metade do abdômen e esmigalhou os ossos da costela e da espinha. As tripas espalharam-se, caindo por sobre as pernas. Uma expressão de puro horror surgiu no rosto da Jenny, porém ela sequer conseguiu gritar, antes das patas da criatura começar a puxar seu corpo por dentro da exígua passagem. O terror daquela visão hedionda paralisou o Joe, e foi uma sorte que aquele monstro, por estar faminto por carne, ou simplesmente por ser completamente vil mas de pouca inteligência, não tentou forçar a passagem para dentro do quarto, preferindo puxar sua presa, esmagando os ossos e fazendo o sangue da Jenny espirrar pelo chão e pelo armário, e, nisso, bloqueava as outras criaturas de alcançarem a porta basicamente aberta e quase sem algo barrando-a.

Os instintos do Joe tomaram conta e ele escapuliu pela pequena abertura, rasgando a roupa e a pele na madeira, forçando seu corpo adiante, enquanto ouvia os medonhos sons de mastigar do outro lado da porta. Na entrada da casa, sem ter ciência desses acontecimentos, porém notando que a demora era longa demais para que tudo estivesse certo, a Gloria Goldberg e o Ashcan Pete. O cachorro do Pete não queria entrar, e ganiu, melindroso, mas a acabou por seguir o dono. os dois não sabiam como proceder, mas a Gloria, que sempre dissera ter capacidades psíquicas, levou um susto quando viu um menino de olhos verdes, que muitos na vila disseram ter visto ao redor da mansão e, por vezes, nas janelas, mesmo todos sabendo que ali vivia somente um velho, o antigo mordomo dos senhores daquela herdade. A Gloria tinha certeza de ser chamada pelo garoto e ela conduziu o Pete para mais dentro da casa, mesmo vendo que, de ambos os lados do hall de entrada, a mansão pegava fogo. Ela nunca tivera coragem de ir ali para usar seus dons e ver se poderia ajudar - a vila ignorava de maneira intencional a propriedade, a mansão e o que ocorria ali, desde pelo menos uma década atrás. Era uma inação culposa e Gloria, agora, envergonhava-se disso, ainda mais por tendo ido até ali, mas travado diante da casa, incapaz de acompanhar o Joe e a Jenny. Porém, forçada ao limite pela situação, não iria mais temer seu destino.

A Gloria seguia a criança, agora parecendo amistosa, e não feroz e ressentida, valendo-se de suas capacidades para trazer horrores aos que ali entravam, desde a descoberta, pelo Joe e a Jenny, daquilo que lhe ocorrera. O menino levou a ambos, por corredores e passagens que evitavam as criaturas que ainda estavam soltos pela mansão, até o laboratório e para dentro do freezer desativo, e lá estava o crânio pequeno, marcado por runas impuras que violavam a alma da criança e impediam seu descanso eterno. A Gloria estava apavorada, mesmo tentando manter-se firme em seu propósito, e, felizmente, o Pete, homem mais simples e menos ligado às energias à sua volta, simplesmente foi adiante e pegou o crânio em suas mãos calosas. A casa tremeu, como se sacudida por uma força externa, contorcendo-se de fúria. A Glória gritou e saiu correndo dali, seguida pelo Pete, igualmente apavorado, porém sem largar o crânio.

Fugindo das chamas, sufocados pela fumaça acre, a dupla alcançou o hall a Glória quase desmaiou de susto, ao ver um vulto ensanguentado, carregando uma arma de metal escuro. Pete, no entanto, enxergava melhor e reconheceu o Joe Diamond, cujas roupas estavam em frangalhos e havia ferimentos vários pelo seu corpo - era evidente que lutara muito para chegar até ali. O Joe estava freneticamente procurando por algo, sem saber aonde ir e o pavor, a frustração e a ar pestilento traziam lágrimas aos seus olhos. Ele começou a gritar algo, por sobre o tremendo ruído das labaredas, da madeira estalando e do que parecia ser uivos e lamentos agudos. Joe falava algo sobre um crânio e o Pete mostrou o que trazia aninhado nas mãos.

O Joe não sabia como reagir - era uma surpresa por demais boa para acreditar e, por um momento, ele temeu ser tudo uma visão, uma armadilha e ele apertou as mãos em torno do pé de cabra, que pingava um líquido escuro e espesso, e deu um passo ameaçador na direção da Gloria e do Pete. Poderia haver problemas ali, não fosse a chegada da Kate. O corpo dela estava quebrado, crivado de balas, queimado e cortado e, ainda assim, andava e buscava servir à vontade do que quer que controlasse aquela mansão. O ódio nos olhos da Kate e o berro pavoroso, inumano, que ela deu ao encontrar o trio no hall, perto da saída, com o crânio, foi o suficiente para o Joe forçar-se a acreditar seus amigos não eram uma visão e puxou ambos na direção da porta.

O mastim chegou pelos calcanhares da Kate, babando um líquido viscoso, expondo a língua comprida, desproporcional ao tamanho dela, e com ela parecia sentir o ambiente e procurar por suas vítimas. Joe jogou Gloria e Pete para fora - pois a porta fora aberta ou abrira-se sozinha; Joe não sabia, nem se importava, contudo sentiu, ou pensou sentir, uma leve resistência, como passando por uma membrana, ao passar pelo limiar. Joe prosseguiu puxando-os pelas roupas, num desespero enlouquecido, tentando carregá-los nos braços como se fossem cestos de roupas. Os três desceram aos tropeços a escadaria da varanda e rolaram pelo mato molhado e pela lama do caminho que seguia até o portão de entrada da mansão. Joe queria continuar, mas suas pernas custavam a responder diante de seus esforços delirantes. Gloria o segurou e apontou para a porta, dizendo: "Olhe!"

Joe, enxergando somente com um dos olhos, o outro estava cegado pelo sangue que escorria-lhe da testa, foi, mesmo assim, capaz de ver o que outrora foi a Kate diante do umbral da porta. O fogo devorava-lhe os cabelos e as costas, mas ela nem parecia perceber. O mastim, com seu corpo delgado e escamoso, enrolava-se pelas pernas da mulher e, irrequieto, gania produzindo um som oco, que vibrava nos tímpanos, fazendo a cabeça parecer que racharia, e isso sem mesmo ser discernível pela audição. O fogo incomodava a criatura, todavia, nem de perto o tanto quanto não poder sair. Gloria notara rápido, e o Joe, que ao ver a Kate e o mastim tentara correr, arrastando uma das pernas, teve de ser avisado por ela. Ambos viram que nem a mulher nem o monstro conseguiam sair da mansão.

O fogo urrou ainda mais forte e as labaredas saíam pelas janelas. Kate e o mastim foram calcinados pelas chamas, incapazes de ir adiante e sem poder retornar para dentro. O monstro se desfez num colapso silencioso, como uma bolha ao ser estourada; o fim da Kate foi mais dramático, com sua pele derretendo de cima dos ossos e esses, mesmo sem músculos e pele para se manterem juntos, permaneceram de pé, até serem reduzidos a pó pela violência do fogo. O telhado tremeu, estalou e caiu para dentro e as chamas, animadas pelo ar da madrugada, cresceram quase até atingir as densas nuvens. A Gloria e o Joe não sabiam quanto tempo passaram ali, e mal notaram quando recomeçara a chover - e nem mesmo as gotas gordas da forte tempestade fizeram o fogo amainar, que chiou o esfumaçou, mas prosseguiu devorando a mansão.






Gloria e Joe só saíram daquele transe quando o Pete, bem lá de fora, uns bons 30 passos além do muro que limitava a propriedade, começou a gritar por eles. Os dois deram as costas para a mansão e seguiram na direção do Pete, que lhes dissera que correra até a base da colina e depois até quase a vila, quando notou que corria sozinho. "Quando me falam para fugir, eu fujo, não fico olhando para trás, não!", disse ele. Gloria pegou o crânio pequeno, chorando de tristeza pelo passado e pelo presente. Tantos mortos, pensou, tanta maldade. O abalado trio passou pelo veículo quebrado na estrada. Não pararam ali, não agora. Seguiram pela estrada até a vila, onde todos deveriam estar despertos, vendo as chamas no alto da colina. Eles procurariam pelo Padre Simon - havia muitos enterros a serem feitos, um deles, em especial, chocaria o padre, mas, com insistência, ele o faria, mesmo que escondido. Gloria esperava que a criança, afinal, conseguisse alcançar a paz na morte.

***************

Bem, o jogo claro foi um tanto diferente do romanceado acima. O básico é que entramos, nos dividimos, a Kate foi atacada, após descobrir uma pista no armário para casacos, e o Harvey tentou dar de herói e se danou todo, e se pelou para vencer um zumbi. A Kate foi sozinha para dentro da casa, enquanto o Harvey fugia. Lá ela encontrou uns itens importantes, incluindo uma chave de latão. Essa chave o Harvey e a Mary, do outro lado, já tinha encontrado o local para usar, e sem tê-la, continuaram indo mais fundo para dentro da casa. A Kate foi atacada várias vezes por uma bruxa que ia e vinha, porém resistia bem. O Harvey, ao contrário, foi mais atacado e caiu morto, então revelou-se que ele era o Corrompido. O Harvey então veio enervado atrás do Michael e da Mary, e numa trocação de tiros contra feitiço, o feitiço levou a melhor e o Michael machucou-se feio. Agora, o problema mesmo veio, após uma votação, o Harvey trocou o espírito maligno com a Kate, daí esta virou a Corrompida, e era ela que tinha a dita chave que precisávamos.

Foi aqui que o cenário degringolou um bom tanto. Porque, na real, a melhor ação para a Kate era ir para o lado contrário de onde estávamos. O trio dos "bonzinhos" estava tão longe dela, que demoraria uma pequena eternidade para chegarmos aonde ela poderia ir e, pior, teríamos que voltar tudo, pois o acesso para a sala de brinquedos (chamei de quarto da criança, e poderia ser) era do outro lado, onde os três estavam, mas não tinham acesso a ele porque precisavam de algo que estava dentro do armário que só abriríamos com a chave de latão. O Keeper disse que havia algo que ele precisava revelar, mas, pelo que entendi, o objetivo final dele era simplesmente impedir que saíssemos com o crânio da criança - ou seja, bastava mesmo manter a Kate afastada e o tempo estaria ao lado dele.

Sobre a votação: não vi a necessidade. A princípio achei legal ter algo assim, mas simplesmente não há conhecimento acerca do que ocorre para qualquer dos lados. Vota-se A ou B, sem ter ideia alguma do que ocorrerá se o A vencer ou se o B vencer. Nem mesmo o jogador Corrompido sabe. Não que seja necessário saber tudo que ocorre - as coisas são um mistério no jogo mesmo, no entanto me pareceu um tanto bobo votar em algo sem saber algo sobre A ou B - e fiquei com a sensação de uma chance perdida, pois tal voto poderia ter alguma consequência prévia, afetando sua decisão (por exemplo, votar A custa 1 ponto de sanidade e votar B 1 ponto de vigor, e que votar A terá alguma consequência "mental/feitiço/efeito indireto - como escuridão, teleporte, etc; enquanto votar B terá alguma consequência física/efeito direto - como fogo, surgir um novo monstro, etc). Portanto, a ideia mostrou-se mais legal do que a execução da mesma.

Ademais, de qualquer modo, é difícil avaliar o cenário por nossa partida - erramos duas regras importantes (da esquiva/evade e do atordoamento/stun) e fomos besuntados em óleo de azar, pois ia contra qualquer probabilidade a quantidade de erros em testes diversos durante toda a partida. Houve momentos de 4, 5 ou mais erros seguidos (claro, alguns eram testes difíceis de passar, porém, em pelo menos metade ou mais os testes tinham 50%+ de chance de passar: eu, com o Michael, errei sabe-se lá quantos ataques usando uma marreta (tendo 60% de chance de acertar) e os outros estavam na mesmíssima toada. Incrível, simplesmente incrível.

Eu me diverti, mas não gostei da presença do Corrupto (e o que isso pode significar para o jogo, cujos cenários são minuciosamente trabalhados pensando-se em uma sequência na coleta dos itens necessários para avançar na investigação), e não acho que a pessoa que jogou com o personagem Corrupto divertiu-se tanto quanto os outros (afinal, ele não briga mais com os monstros, não sofre mais com a tensão de tentar manter seu personagem vivo, ou se temer receber cartas de trauma, além de, claro, ser justa e merecidamente hostilizado pelos outros! Hehe), porém isso é só uma impressão - não é algo que dê realmente para medir.

E foi isso!

Abs,

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por doizinho em Qua Out 22, 2014 10:21 am

Foi uma partida legal, mais pelos jogadores e pelo keeper do que pelo cenário. Eu passei a segunda metade do jogo rolando os dados ridiculamente, o que não é comum pra mim, e devo dizer que é bem difícil a vida dos pobres mortais que não são abençoados com a benção dos dados como eu. Mesmo rolando mal a minha personagem inicial, a irmã Mary, se virou muito bem. Ela estava com pactos de sangue e alma e com bons itens, mas nada disso foi suficiente para vencer aquelas rolagens de dados ridículas.

A partida teve momentos divertidos, mas confesso que também não gostei do fato de existir um "traidor". Talvez se o corrompido não tivesse sido revelado no começo as coisas poderiam ser mais divertidas e tensas, mas como foi achei meio sem graça pra ele.

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Trentini em Qua Out 22, 2014 10:33 am

Eu achei o relato sensacional!

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Gustavo em Qua Out 22, 2014 11:30 am

Excelente relato!

Mas que casinha do capeta...

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Guilherme Cavalli em Qua Out 22, 2014 12:23 pm

Excelente relato, Perreto! Muito bom!

Quanto ao jogo, eu achei ele muito bom mesmo, não percebi que se passaram mais de 4h.  Sobre a dinâmica do traidor, eu achei que falhou mas pq o traidor foi revelado logo no começo, sem chances de trair mesmo o grupo. Acho que ficaria bem interessante se o keeper tivesse soubesse quem ele é de antemão e assim não o matasse antes. 

A questão dos votos eu gostei. Principalmente pq os efeitos dependem das pessoas que votaram a mesma letra. E isto que deu uma guinada no jogo. Pois os investigadores estavam ganhando, a Kate (eu) estava com os itens necessários e, mesmo perseguida pela bruxa, chegando ao destino para pegar o pé de cabra, quando saiu a carta que trocou a alma da Kate pela do Harvey (Savio) e me ez trocar de perdonagem para um Harvey fraco enquanto o tridor ficou com uma Kate forte e com os itens necessários e seria preciso matar a Kate para roubar os itens.

E foi nessa hora que a sorte pifou para todos e nenhuma jogada de dado dava sucesso mais (exceto para o traidor). O importante é que no fim o Joe apareceu pra meter bala XD

Vou ver com o Savio se ele escreve algo aqui pela visão do traidor.

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Guilherme Cavalli em Qua Out 22, 2014 12:43 pm

Ah sim, teve uma escolha que tivemos que lidar e que eu passo para o pessoal: se alguém chegasse quase morto e dissesse: "faça o que fizer, não abra o freezer", o que vc faria: abriria o freezer ou não?

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por tiagovip em Qua Out 22, 2014 12:49 pm

Então, veja, eu não desgostei de ter uma esquema envolvendo votação dos jogadores. O que eu não curti foi não ter informação alguma, nem mesmo a menor das noções, de algum motivo para votar A ou B. Não era, então, uma real decisão. Eu poderia só rolar um dado e, num par, eu colocaria A e num ímpar eu colocaria B. O dado teria os mesmos motivos que eu para decidir.

Abs,

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por tiagovip em Qua Out 22, 2014 12:51 pm

Guilherme Cavalli escreveu:Ah sim, teve uma escolha que tivemos que lidar e que eu passo para o pessoal: se alguém chegasse quase morto e dissesse: "faça o que fizer, não abra o freezer", o que vc faria: abriria o freezer ou não?

Há algumas maneiras de ver isso:

- Estou num desenho do Scooby-Doo?
- Estou num filme de horror slasher adolescente?
- Considero-me uma pessoal um tanto normal (mas não muito) agindo como uma pessoa normal (mas não muito)?

Abs,

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por doizinho em Qua Out 22, 2014 1:46 pm

Guilherme Cavalli escreveu:Ah sim, teve uma escolha que tivemos que lidar e que eu passo para o pessoal: se alguém chegasse quase morto e dissesse: "faça o que fizer, não abra o freezer", o que vc faria: abriria o freezer ou não?
A voz da experiência disse para escutar os que estão morrendo.
Se um homem a beira da morte numa casa amaldiçoada te diz pra NÃO abrir o freezer então é bom você NÃO abrir o freezer.
Tem lógica e faz sentido ouvir aquele homem.
Por sorte os mais jovens se controlaram e desistiram da ideia de abrir o freezer (e mesmo que quisessem não conseguiriam pois o mesmo estava fechado com chave), para o bem e a segurança de todos.

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Binderman em Qua Out 22, 2014 2:06 pm

Ótimo relato Perreto. Minha inexperiência como Keeper atrapalhou um pouco a partida mas acredito que na próxima não cometerei os mesmos erros.

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Guilherme Savio em Qua Out 22, 2014 2:16 pm

Bom, a minha intenção desde o começo era parecer que estava ajudando normalmente e, quando surgisse uma oportunidade de fazer algo que pudesse causar muito dano aos outros, eu faria.

Mas, na minha primeira ação tentando ajudar, acabei me dando muito mal, e o Binder resolveu jogar todas as coisas ruins em cima de mim (porque considerou que eu era o mais fraco por ter menos vida). Então acabei morrendo cedo.

Gostei bastante do jogo sim. Mas essa partida, em especial, foi mais ou menos pra mim, porque não consegui fazer muita coisa além de dar alguns tiros e socos nos outros investigadores. Gostaria de jogar de novo se houver oportunidade.

Também não gostei do esquema de votações. Deveria haver pelo menos uma informação básica para votar, na minha opinião. Ou algum tipo de blefe, alguma coisa que talvez ajudasse a descobrir o traidor, sei lá, algo assim.

Também achei estranho o fato de morrer e vir um cara novo totalmente perfeito. Acho que os caras novos que aparecessem deveriam aparecer com algum tipo de penalidade. Porque, se não, às vezes é até bom morrer.
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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por tiagovip em Qua Out 22, 2014 2:40 pm

Binderman escreveu:Ótimo relato Perreto. Minha inexperiência como Keeper atrapalhou um pouco a partida mas acredito que na próxima não cometerei os mesmos erros.

De boa! Já comi mais do que minha porção de bolas no MoM.

Abs,

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Binderman em Qua Out 22, 2014 4:45 pm

Guilherme Savio escreveu:Bom, a minha intenção desde o começo era parecer que estava ajudando normalmente e, quando surgisse uma oportunidade de fazer algo que pudesse causar muito dano aos outros, eu faria.

Mas, na minha primeira ação tentando ajudar, acabei me dando muito mal, e o Binder resolveu jogar todas as coisas ruins em cima de mim (porque considerou que eu era o mais fraco por ter menos vida). Então acabei morrendo cedo.

Gostei bastante do jogo sim. Mas essa partida, em especial, foi mais ou menos pra mim, porque não consegui fazer muita coisa além de dar alguns tiros e socos nos outros investigadores. Gostaria de jogar de novo se houver oportunidade.

Também não gostei do esquema de votações. Deveria haver pelo menos uma informação básica para votar, na minha opinião. Ou algum tipo de blefe, alguma coisa que talvez ajudasse a descobrir o traidor, sei lá, algo assim.

Também achei estranho o fato de morrer e vir um cara novo totalmente perfeito. Acho que os caras novos que aparecessem deveriam aparecer com algum tipo de penalidade. Porque, se não, às vezes é até bom morrer.

Sempre que eu puder comparecer e houverem interessados levarei o Mansions com as expansões que chegarão em dezembro.

Como eu comentei, esse é o único cenário com traidor, os outros não são assim. E na verdade há punições: perda dos itens e de uma rodada.

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Guilherme Savio em Qua Out 22, 2014 5:31 pm

Eu até gostei do traidor. É uma ideia meio clichê, que tem em muitos jogos, mas me agrada.
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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

Mensagem por Guilherme Cavalli em Qua Out 22, 2014 10:16 pm

tiagovip escreveu:

- Estou num desenho do Scooby-Doo?
- Estou num filme de horror slasher adolescente?
- Considero-me uma pessoal um tanto normal (mas não muito) agindo como uma pessoa normal (mas não muito)?
 Esta é uma boa pergunta, afinal tinham pessoas de todas as idades na casa, quase todo o elenco morreu e ainda apareceu um cachorro...


doizinho escreveu:A voz da experiência disse para escutar os que estão morrendo. 
Se um homem a beira da morte numa casa amaldiçoada te diz pra NÃO abrir o freezer então é bom você NÃO abrir o freezer. 
Tem lógica e faz sentido ouvir aquele homem. 
Por sorte os mais jovens se controlaram e desistiram da ideia de abrir o freezer (e mesmo que quisessem não conseguiriam pois o mesmo estava fechado com chave), para o bem e a segurança de todos.

Do mesmo jeito, acho que ainda assim teria aberto o freezer se tivesse a oportunidade que jamais chegou

Sobre as votações, acho que o jogo teria que ter um sistema completamente novo para um cenário se fosse adotar votações secretas de modo que o espião pudesse atrapalhar o jogo sem ninguém perceber e esse não era o caso. A proposição dele era somente para mudar alguns aspectos do jogo (concordo que resolveria com uma jogada de moeda) e para identificar quem sofreria as penalidades do evento (possível de ser resolvido com dado).

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Re: O Garoto de Olhos Verdes - 18 de outubro de 1926

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